Sufrágio

26 de abr de 2011

A Bem-aventurada Ana Maria Taigi e o Purgatório.

 Deus lhe revelou muitas vezes a sorte das almas do Purgatório. Ela pedia continuamente pelas pobres almas, num misterioso sol que sempre lhe aparecia, foi uma grande mística do século XIX. Ela faleceu em 09 de junho de 1837. Em 30 de maio de 1920, O Papa bento XV declarava Bem-aventurada a humilde e pobre mãe de família, que durante tanto tempo chamou a admiração de Roma e do mundo com tantos prodígios sobrenaturais.  O corpo da Bem-aventurada Ana Maria Taigi, que prodigiosamente se conservou incorrupto, está guardado na igreja de São Crisógono em Roma numa capela a ela dedicada. A Beata Ana Taigi, romana de nascimento, via todos os acontecimentos futuros e a sorte dos mortos.
Um homem, conhecido de Ana, morreu, e ela o viu nas chamas do Purgatório, salvo do inferno pela Divina Misericórdia, porque socorreu um pobre que o importunava muito pedindo esmola. Viu um conde cuja vida se passou em delícias e divertimentos, mas que na hora da morte teve um grande arrependimento e se salvou, mas deveria sofrer no Purgatório tormentos incríveis tanto tempo quanto passou neste mundo sem se preocupar com a penitência e com a salvação eterna. Viu homens de grande virtude sofrendo porque se deixaram levar pela vaidade e amor próprio, muito apegados aos elogios e à amizades dos grandes da terra.
Um dia Nosso Senhor lhe disse: levanta-te e reza, meu vigário na terra está na hora de vir me prestar contas. Ana sufragou a alma do Papa e depois o viu como um rubi ainda não de todo brilhante, pois lhe faltava se purificar mais.
Faleceu em roma o Cardeal Dória, que deixou grande fortuna, e naturalmente celebraram-se por sua alma centenas de Missas. Foi revelado à Beata Ana Taigi que as Missas celebradas por alma do Cardeal eram aproveitadas para as almas dos pobrezinhos abandonados e que não tinham quem mandasse celebrar por eles.
Via-se assim a divina Justiça que não olha a riqueza, nem as possibilidade dos ricos em arranjar sufrágios, com descuido às vezes neste mundo da verdadeira penitência. Viu Ana no Purgatório um sacerdote muito estimado por suas virtudes e sobretudo pelas brilhantes pregações que fazia e o tornavam admirados de todos. Sofria muito este pobre padre. Foi revelado à Beata que expiava a falta de procurar com muito empenho a fama de bom pregador e um pouco de vaidade ao pregar a palavra de Deus, sobretudo nas complacências com os elogios. Viu dois religiosos muitos santos no Purgatório, em sofrimentos duros. Um deles expiava o seu apego ao próprio juízo e pouca submissão ao modo de ver de outros, e outro a dissipação, a falta de recolhimento e piedade no exercício do ministério sacerdotal. Enfim, a Beata Ana trouxe com sua bela e impressionante mensagem do sobrenatural no século XIX, muitas luzes sobre o Purgatório e impressionantes lições da Justiça de Deus, e também não há dúvida, da Infinita Misericórdia que salva tantas almas pelas chamas de expiação do Purgatório.  


15 de abr de 2011

O Papa Wojtyla será Beato no 1º de Maio.

Papa João Paulo II será beatificado em 01 de maio
A notícia de que muitos fiéis estavam esperando finalmente chegou : o Papa João Paulo II será beatificado em 01 de maio, segundo domingo da Páscoa e da Misericórdia Divina. A escolha da data da cerimônia, que será celebrada por Bento XVI, é particularmente próximo a João Paulo II, que quis dedicar à Misericórdia Divina, no segundo Domingo de Páscoa, e morreu 02 de abril de 2005, véspera do feriado.

A notícia foi publicada pelo padre Federico Lombardi, director do gabinete de imprensa do Vaticano. "Bento XVI, esta manhã autorizou a Congregação para as Causas dos Santos a promulgar o decreto sobre o milagre atribuído à intercessão do Papa João Paulo II." O anúncio foi feito por uma nota do gabinete de imprensa do Vaticano, afirmando que "este ato conclui o processo que precede o rito de beatificação".

Já deixou o trabalho para se deslocar de cavernas do Túmulo dos Papas da Igreja, o túmulo de João Paulo II vai ser colocado na Capela de São Sebastião, à direita da nave central, perto da Pietà de Michelangelo, para tornar mais fácil a homenagem dos fiéis. O caixão será exibido com uma simples placa de mármore com a inscrição: "Beatus Ioannes Paulus II" será traduzido pelo grutas do Vaticano para a Capela de S. Sebastian, sem exumação, que está fechado.
 
No Vaticano, já estão pensando em pedir o reconhecimento do governo italiano de "grande evento". São esperados em Roma, no fato de milhões de peregrinos e as expectativas não devem ser desapontado se você só pensar em quantas pessoas compareceram ao funeral do Papa também porque o evento já é visto como uma forma de celebrar e prestar homenagem a um papa, certamente discutível mas que muitos queridos.

A partir do momento da morte, tem sido de seis anos e um mês e João Paulo II superou a igualmente rápida beatificação de Madre Teresa de Calcutá, que durou mais de um mês, seis anos e dois meses. "A causa de beatificação de João Paulo II - disse o Pe. Lombardi - acompanhou o processo e tinham fornecido apenas duas unidades: a primeira não é de esperar cinco anos após sua morte, em função da expectativa popular e excepcionalmente grande de fama santidade. A segunda consistiu na instalação de uma via rápida, o que permitiu fazer avançar a causa em si como a documentação foi concluído e avaliado, sem ter que seguir a "cauda" dessas outras causas. " "Todas as etapas - no entanto, afirmou Lombardi - ter sido feito com cuidado, sem descontos, assim como eles estavam no coração do Papa Bento XVI, que, como todos sabem, é muito exigente nesse sentido." (Futuro) 
Texto tirado do site    http://www.netcrim.org/

Nossos Mortos.

Havemos de chorar nossos mortos e a religião não nos pode proibir as lágrimas tão justas, quando sentimos nosso coração ferido pelo golpe duro da saudade. Todavia, havemos de chorar cristãmente nossos defuntos queridos. É mister lembrar-se deles mais com orações e sufrágios do que com lágrimas estéreis. O pensamento do Purgatório é um consolo. Sabemos que podemos ainda auxiliar, valer e socorrer nossos entes queridos. É bem possível que padeçam no Purgatório.
A religião de Nosso Senhor Jesus Cristo não proibe que choremos os nossos mortos queridos. Podemos, pois, render a estes o tributo de nossas lágrimas e de nossas saudades. Como nos custa ver arrebatados pela morte dos entes com os quais convivemos, nosso pai, nossa mãe, nosso filho, nosso irmão, nosso amigo!...
A religião, si bem que nos ensine a ser fortes na dor e a meditar na Paixão de Jesus Cristo, não nos veda aquelas lágrimas e saudades. Ela não tem o estoicismo pagão, estúpido e anti-natural. Pois Jesus não chorou na sepultura de Lázaro? Não choram, na Paixão, Maria e Madalena e as Santas Mulheres? 
A religião nos permite chorar do mesmo modo os nossos mortos. Quer apenas que o façamos, não com os pagãos, desesperados e desiludidos, mas como quem tem esperança na vida eterna e crê na imortalidade. Choremos a separação dolorosa, mas com doce esperança de que, um dia, numa pátria melhor, onde não haverá nem luto, nem dor ou sofrimento de qualquer espécie de separação, tornaremos a ver todos aqueles que amamos aqui na terra. Como essa esperança consola! O Cristão não deve dizer com desespero,ante o cadáver gelado de um ente querido:
- "Nunca mais te verei! Adeus para sempre"
Não! Embora em pranto, suas palavras devem ser estas:
- "Ate ao céu! Lá nos tornaremos a ver e seremos para sempre felizes!"
O dogma do Purgatório, tão em harmonia com nosso coração, nos diz que podemos ainda ajudar nossos mortos queridos para podermos dizer-lhes: até o céu!.  

1 de abr de 2011

Razões de Sentimentos.

Vemos tantos entes queridos que deixaram esta vida, é verdade em boas disposições, mas como eram culpados de certas faltas e não haviam feito uma penitência devida, receamos às vezes pela sua salvação.
Todavida nos diz o coração que não podiam se perder. Eram bons, tinham qualidades apreciáveis, foram talvez caridosos e fizeram algum bem nesta vida. Admitir que estejam no céu depois de tantas faltas e defeitos e ausência de penitência, não o podemos. Dizer que estejam condenados, é muito duro, e, apesar de tudo, como poderiam terem se perdido almas tão caridosas e boas e que fizeram algum bem neste mundo? A ideia do Purgatório se impõe necessariamente à nossa razão antes de se impor à nossa fé.
Escreve o Padre Faber: " O Purgatório explica os enigmas deste mundo. Dá solução a uma multidão de dificuldades. Em face deste sistema, que poderíamos chamar o oitavo e terrível Sacramento do fogo que atinge as almas, às quais os sete sacramentos não deram uma pureza perfeita. O Purgatório é uma invenção de Deus para multiplicar os frutos da Paixão de nosso Salvador e que Ele estabeleceu prevendo a grande multidão de homens que deveriam morrer no amor de Deus, mas num amor imperfeito.
Não é uma continuação além-túmulo das misericórdias prodigalizadas no leito? Isto nos esclarece tanto e nos faz supor que muitos católicos se salvam, principalmente os que vivem neste mundo na pobeza, no sofrimentos e nas aprovações. O dogma do Purgatório também encontra fundamentos e raízes no coração humano, escreveu Mons. Bougaud. É um intermediário entre a Justiça e a Misericórdia, como o divino auxiliar do amor. Tirai o Purgatório, e a justiça seria terrível. Seria inexorável. Felizmente, está aí o Purgatório. O Amor infinito o criou. O Purgatório não serve apenas para temperar e satisfazer a justiça. Serve também para dilatar a misericórdia. Serve para explicar a misericórdia de Deus, que se contenta, na hora da morte, com um pouco de arrependimento do pecador. Não é pois consolador pensar na existência do Purgatório, pelo qual se poderão salvar tantas almas? A impiedade e a heresia, negando o dogma da expiação além-túmulo, se põe contra a razão. O Purgatório, diz ainda o célebre Mons. Tiamer Toth, é a melhor resposta aos erros da reencarnação. Há um sofrimento purificador depois desta vida. O cristianismo ensinou isto muito antes que as filosofias nebulosas do Oriente semeassem na alma do homem moderno o erro da reencarnação, que não tem a seu favor argumento de espécie alguma. Também nós pregamos que há purificação além-túmulo! Esta purificação se faz na justiça de Deus e com o fim de salvar uma alma por toda eternidade e torná-la digna da Pureza Infinita, que é Deus.  O Purgatório é um combate aos erros do espiritismo, porque nos manda orar e sufragar os mortos sem se preocupar em conversar com eles, na certeza de que estão nas Mãos da Divina Justiça e já não podem se comunicar com os vivos.Que dogma racional e de quantos erros e superstições no livra!.