Sufrágio

8 de set de 2010

O Maior dos Sufrágios.

A Santa Missa.

Incontestávelmente, não há maior nem mais poderoso e eficaz sufrágio que possamos oferecer a Deus pelos defuntos que a santa missa.
A Igreja não definiu muita coisas sobre o purgatório, mas o essencial dassuas definições está nestes dois princípios, duas verdades de fé que somos
obrigados a crer se quisermos pertencer ao gremio da igreja de NossoSenhor, porque, do contrário, o anátema pesará sobre os descrentes:
O Concilio de Trento define a existência do purgatório, como já vimos, e umasegunda definição: Se alguém disser que o Santo sacrifício da Missa não deve
ser oferecido pelos vivos e os mortos, pelos pecados, penas e satisfações, seja anátema.
Eis ai o sufrágio por excelencia, o verdadeiro sufrágio que podemos oferecer a Deus pelos nossos mortos, na certeza de que é sempre eficaz e poderoso.
No Sacrifício do altar se oferece a grande Vitima e o sacrificador é o próprioCristo Senhor Nosso. É o mesmo sacrifício do Calvário. Tem o mesmo mérito
da Cruz. Donde se conclui que as almas do purgatório recebem da Santa Missa o mesmo tesouro do Sangue Preciosíssimo de Nosso Senhor derramado
na cruz e pela nossa salvação.Pode haver maior sufrágio que a Missa?
Distinguem-se quatro frutos principais do Santo Sacrifício: Um fruto geral,aplicados a todos os fiéis vivos e defuntos não separados da Comunhão da
Igreja; um fruto especial, aplicado aos que assintem atualmente à SantaMissa, um fruto ministerial, que pertence ao celebrante e é inalienável.
Ora, quem não pode aproveitar pois este grande tesouro da Igreja, oferecidacada manhã em nossos altares?
Não há obra mais agradável a Deus nem mais meritória e própria para alimentar a verdadeira piedade, que a assistencia à Santa Missa.
"Não há maior socorro às almas do Purgatório. Quando o padre celebra, diz a Imitação de Cristo, honra a Deus, alegra os Anjos, edifica a Igreja, ajuda os vivos, procura o descanço para os mortos e se torna participante de todos os bens".
A santa Missa é a riqueza do Purgatório, a esperança das santas almas sofredoras. Não podemos oferecer nada melhor e nada mais eficaz para aliviá-las que o Santo Sacrifício. A missa é o sol da Igreja, diz São Francisco de Sales. É o sol que dissipa as trevas do Purgatório. Podemos talvez duvidar às vezes da eficácia e do poder de nossas orações feitas com tantas distrações e em condições tão precárias; mas do poder e da eficácia do Santo Sacrifício, no qual se oferece o Sangue de Jesus Cristo pelas almas, que dúvidas nos pode ficar do valor desta Obra?
Não podemos fazer nada maior nem melhor do que oferecer o Santo Sacrifício pelas almas.

Exemplo.

Graças obtidas pela intercessão das almas do Purgtório.
São inúremos os exemplos de graças obtidas por intercessão das almas do Purgatório. Sua solicitude por nossa alma e por nossa vida corporal é muitíssimo grande. Elas experimentaram ao vivo o que é o dano para um alma, e sofrendo, se compadecem, com imensa caridade de nossas penas. Por isso as almas do Purgatório não só rogam eficazmente por aqueles que oferecem sufrágio por elas, como também com a permissão de Deus, intervêm pessoalmente em nossos perigos e em nossas dores.

Em Paris, no ano de 1817, uma pobre empregada doméstica, educada cristãmente em seu povoado, tinha o piedoso costume de mandar celebrar cada mês, com suas poucas economias, uma missa pelos mortos, assistindo ao Santo Sacrifício e unindo suas orações àquelas do sacertode, para obter a libertação da alma que mais necessitasse. Atacada por longa enfermidade e despedida por seus patrões, não tinha mais dinheiro para satisfazer seu piedoso desejo. No dia em que saiu do hospital só tinha vinte francos.
Encomendou-se com muita fé ao Senhor e se pôs a procurar emprego. Havendo ouvido falar de uma agência, dirigiu-se para lá com esperança de encontrar algum trabalho. Ao passar em frente a uma Igreja se lembrou de que aquele mês não havia mandado celebrar missa de costume, mas não tendo mais que vinte francos vacila em privar-se deles. Triunfando nela a piedade, entrou na igreja e deu os vinte francos, que naquele tempo era o valor da espórtula (da missa) e a faz celebrar assistindo com fervor e rogando à Divina Providência que não a abandonasse. Saiu da Igreja preocupada e aflita por seu mísero estado. Seguindo seu caminho, encontrou um jovem alto, pálido e de aspecto nobre.
Acercando-se dela lhe disse:
-Voce está procurando emprego, não é verdade?
-Sim, meu senhor, responde a mulher.
-Bem, vá a rua.......... número........ com a senhora........ e encontrará onde se empregar.
E desapareceu entre as pessoas sem lhe dar tempo para agradecer.
A boa mulher dirigiu-se imediatamente ao endereço indicado pelo jovem e, ao subir a escada, vê descer uma empregada doméstica com um pacote embaixo do braço.
Pergunta-lhe se a dona da casa estava, mas esta lhe respondeu bruscamente que a senhora a atenderia, já que naquele momento deixava o emprego. A boa mulher se enche de coragem e bate à porta indicada pelo jovem. Vem abri-la uma senhora de aspecto nobre, à jovem contou o que havia sucedido. A senhora, maravilhada, se perguntava quem poderia ter-lhe dado o endereço, já que acabara de despedir a empregada, insolente e por má conduta. Enquanto se supreendia de que um jovem desconhecido lhe tivesse dado o endereço, a empregada levando os olhos para um móvel, apontou o retrato de um jovem que ali estava, levantou-se e disse:
-Aqui, senhora, está o jovem que me falou e da parte de quem venho.
Ante tal afirmação, a senhora deu um grito e caiu desmaiada. Voltando a si, lançou-se ao pescoço da jovem e abraçando-a com efusão, disse-lhe:
-A partir deste momento, considero-a como minha filha e não como empregada, porque foi meu filho, o que perdi há dois anos, quem te mandou e se deve à Missa que mandaste celebrar por sua liberação do Purgatório. Seja pois, bem-vinda e fique voce em minha casa, onde rezaremos juntas por aqueles que sofrem antes de entrar na Pátria Bem-aventurada do Paraíso.
Temos muitos destes fatos, absolutamente verídicos, e todos testemunham a proteção das almas do Purgatório para aqueles que oferecem sufrágio, e se a proteção é evidente nas necessidades temporais, quanto mais nas necessidades espirituais.
Os efeitos desta proteção espiritual não são visíveis como aqueles de proteção corporal, mas as boas inspirações, muitos pensamentos santos que dão vitória sobre tentações e muitas conversões prodigiosas, próxima à morte, se devem às orações destas almas por seus benfeitores.

( exemplo tirado do livro O Purgatório a última das mesericórdias de Deus. Autor Padre Dolindo Ruotolo, Franciscano da Ordem Terceira.)



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