Sufrágio

6 de out de 2010

Nunca meditemos na morte sem meditarmos no Purgatório


É este o sentido da Liturgia nos funerais.

Estas preces tocantes e belas, estes ritos impressionantes e cheios de majestade, lembram-nos a nossa dignidade de cristãos, a dignidade de nosso corpo, sacrário de uma alma imortal e templo do Espírito Santo, destinado a ressucitar um dia e comparecer no Tribunal do Juízo.
lembram-nos a tristes condição de uma pobre alma ao comparecer diante de Deus, e implora misericórdia ao Juiz dos vivos e dos mortos.
Sim, não podemos, como cristãos e filhos da Igreja, separar o pensamento da morte do da eternidade. E como sabemos qual é a justiça de Deus, não deixaremos de considerar que após a morte, ai vem o Purgatório para quasi todos nós, e que lá na expiação, há muitas almas queridas pelas quais somos obrigados a orar por dever de Justiça e de caridade.
Eis pois, repito, o sentido da meditação da morte e da Liturgia dos mortos.
Não é um pensamento de morte, não estão vendo?
É ao invez um pensamento de vida.
Vita mutatur non tollitur, diz o Prefácio dos defuntos.
A vida não foi tirada, nem desapareceu, mudou-se apenas.
De terrena passou a ser eterna.
Eis como o cristão pensa na morte!

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